“Nãorrealismo” Brasileiro

Ao assistir a um filme, é sempre possível classificá-lo entre ficção e não ficção. No entanto, a linguagem adotada nem sempre permite discernir entre realidade e não realidade.
Afinal de contas, mesmo aqueles filmes que fazem referência direta ao “mundo real”, como “Cidade de Deus”, não passam de um mero ponto de vista sobre um determinado cenário.
O diretor Fernando Meirelles, por exemplo, faz uso de um ritmo frenético, que inclui câmera na mão e rápidas mudanças de perspectiva. Essa opção de linguagem não representaria uma certa imparcialidade de Meirelles frente a um proposto retrato da realidade carioca? Aquilo é de fato a realidade nua e crua? Ou o diretor estaria utilizando de certos recursos que favorecem uma impressão por parte do público e sustentando uma mera opinião própria?
Por outro lado, essa imparcialidade não seria própria do cinema – mesmo que no filme documentário enraizado no Neorrealismo Italiano da década de 1940 - e das outras formas artísticas?
Algo para se pensar.

1 Comment:

Unknown said...

boa discussão.
se interessar uma pesquisa, procure textos do Bill Nichols.

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